Principais ações realizadas

Para alcançar seu objetivo, o Projeto de Ecoturismo promoveu atividades de desenvolvimento ecoturístico, organizado em três componentes estratégicos:

Componente I – Estruturação e Organização da Visitação Pública nos Parques Estaduais

Este componente abrange a revitalização e construção da infraestrutura turística em seis Parques Estaduais de São Paulo: Parque Estadual “Carlos Botelho” (PECB); Parque Estadual Intervales (PEI); Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR); Parque Estadual Caverna do Diabo (PECD); Parque Estadual da Ilha do Cardoso (PEIC) e Parque Estadual de Ilhabela (PEIb). As atividades deste componente incluem:

  • Estudo de benchmarking da implantação de trilhas de longo percurso e organização de seminário para apresentação dos resultados;
  •  Estudo de melhoria atrativos turísticos dos Parques (intervenções necessárias para habilitação para uso turístico e impacto da visitação de atrativos) e sistema de trilhas (trilhas existentes e proposta de implantação);
  • Estudo para elaboração do plano de contingência e gerenciamento de riscos;
  •  Estudo para elaboração do plano de sinalização para os parques;
  • Projeto Executivo para readequação do píer do Núcleo Perequê – PEIC;
  •  Projeto executivo para reforma do sistema de iluminação da Caverna do Diabo;
  •  Projeto Executivo para revitalização da Estrada de Castelhanos – PEIb que inclui: equipamentos de vigilância e serviços ao visitante;
  •  Projeto Executivo para revitalização do núcleo Marujá – PEIC que inclui: recepção e área administrativa, museu, sanitários, sistema de tratamento de esgoto;
  •  Projeto Executivo para revitalização do núcleo Santana – PETAR que inclui: centro de interpretação ambienta, recepção de visitantes, área administrativa, sanitários e obras complementares;
  •  Projeto Executivo para revitalização da Estrada da Macaca – PECB que inclui: equipamentos de vigilância e de serviços ao visitante;
  •  Projeto Executivo do desenho das exposições dos Centros de Visitante;
  •  Obra de restauração do edifício histórico para uso como sede do Parque Estadual de Ilhabela e Centro de visitantes;
  •  Obras de revitalização do núcleo Santana – PETAR que inclui: centro de visitantes, recepção e sanitários;
  •  Obras de revitalização do núcleo Caverna do Diabo – PECD (restaurante, centro de visitantes, sanitários, estacionamento, guarita);
  •  Obras de instalação do sistema de iluminação da Caverna do Diabo;
  •  Obras de revitalização da Sede em Ribeirão Grande – PEI (pousadas Lontra e Mono Carvoeiro);
  •  Obras no núcleo Perequê – PEIC (pousada, alojamento, sanitários, centro de visitantes, recepção e área administrativa, paisagismo);
  • Obras de Implantação do sistema de trilhas e trilhas de longo percurso e atrativos turísticos (250Km);
  •  Obras do sistema de sinalização de Parques (placas nominativas e interpretativas);
  • Implantação das exposições temáticas nos centros de visitantes de todos os Parques;
  • Obras de revitalização da estrada da Macaca – PECB (equipamentos de vigilância e serviço ao visitante).

 

Componente II – Organização e Consolidação do Produto Turístico na Area de Influência dos Parques

Neste componente estratégico, o Projeto de Ecoturismo implementou ações com o objetivo de fortalecer os organismos envolvidos com as atividades de turismo e meio ambiente na região do entorno dos Parques a fim de fortalecer sua participação na gestão do ecoturismo. A partir dessas atividades, os envolvidos passaram a formar uma cadeia produtiva do ecoturismo organizada e articulada para desdobrar um crescimento sustentável. Atividades executadas neste componente:

  •  Plano estratégico de capacitação comunitária a partir de reuniões de planejamento participativo com mais de 30 comunidades moradoras do Vale do Ribeira e Alto Parapanema;
  •  Estruturação das Unidades de Negócios contemplando 32 Planos de Negócios, Manual de identidade visual, Projetos Executivos para os Centros de Visitantes e Proposta de intervenção espacial para implantação das Unidades de Negócios;
  •  Manuais de identidade visual com diretrizes de aplicação da marca por parque;
  • Plano de Marketing Turístico;
  • Organização de Fóruns para estruturação da entidade articuladora da cadeia produtiva do ecoturismo;
  • Cursos de capacitação para 366 pessoas de 31 comunidades da área de influência do Projeto em 10 temas: Monitor Socioambiental, Artesanato Tradicional, Elaboração e Gestão de Projetos, Organização Institucional, Manejo Florestal e Agroecologia, Plano de Negócios e Gestão de Empreendimentos Institucional, para Artesanato e para Produtos Agroflorestais, Sementes Tradicionais, mudas e sementes florestais e Apicultura e meliponicultura;
  • Capacitação aos profissionais de turismo do entorno dos seis parques do Projeto contemplando 2.200 pessoas, em 9 temas: Cenário atual do Turismo no Brasil, Serviços de Alimentos e Bebidas, Atendimento ao Cliente, Primeiros Socorros, Noções de Meio de Hospedagem, Atividades Recreativas, Gestão em Meios de Hospedagem, Gestão de Alimentos e Bebidas e Gestão de Turismo;
  • Curso de capacitação de planejamento e gestão do turismo, com ênfase em áreas protegidas, para 30 gestores municipais dos 13 municípios das áreas de influência direta do Projeto;
  • Constituição de Entidades articuladoras da cadeia produtiva do ecoturismo na área de influência dos parques.

 

Componente III – Fortalecimento da gestão pública para o ecoturismo

No intuito de fortalecer a administração pública na área de ecoturismo e visitação pública, foram contratados os seguintes estudos e desenhos:

  •  Alternativas de organização interna da SMA para a gestão do ecoturismo e a visitação pública nos parques;
  • Mecanismos e atividades para a modernização das funções administrativas e operacionais vinculadas à gestão do ecoturismo;
  • Identificação de necesidades e prioridades de capacitação específicas do pessoal da SMA, Instituto Florestal (IF) e Fundação Florestal (FF) em matéria de ecoturismo, gestão de visitantes e gestão de impactos ambientais e atividades ilegais;
  •  Medidas de controle e incentivos para melhorar as relações entre os parques e as comunidades na zona de influência direta dos parques;
  • Elaboração de Política estadual e regulamentação da gestão do ecoturismo e uso dos parques contemplando: Política tarifaria, Cadastro de prestadores de serviço, Política de Voluntariado, Sistema de informação ao visitante e Controle e monitoramento das receitas e alocação dos recursos oriundos dos ingressos às UCs e demais serviços prestados;
  • Acordo com a Secretaria de Turismo nas atividades de articulação e promoção;
  •  Contratação de Assistentes Técnicos de visitação pública para cada Parque;
  • Capacitação de Gestores de Parque sobre as normas ABNT relacionadas a turismo de aventura e gestão da segurança.